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Projeto de lei em Rio Branco propõe teto para taxas cobradas de personal trainers em academias

A Câmara Municipal de Rio Branco analisa um projeto de lei, apresentado pelo vereador Márcio Mustafá, que visa regulamentar a atuação de personal trainers nas academias da capital e garantir o direito de escolha dos alunos. A proposta surge como uma resposta a cobranças consideradas abusivas por parte de alguns estabelecimentos, que, segundo a justificativa do projeto, acabam restringindo o exercício da profissão e onerando os consumidores. O texto agora passará pelas comissões da Casa antes de ser votado em plenário.

Foto: reprodução internet

Pela nova regra, as academias e centros de treinamento até poderão cobrar uma taxa mensal dos profissionais autônomos para o uso do espaço, mas o valor terá um teto: não poderá ultrapassar o preço da mensalidade básica cobrada de um aluno comum. Além disso, essa cobrança deverá ser única por profissional, independentemente de quantos clientes ele atenda, ficando terminantemente proibido o repasse de qualquer custo extra ao aluno pelo fato de ele ser acompanhado por um instrutor externo.

proposta do vereador Márcio Mustafá quer estabelecer um teto para as taxas cobradas dos profissionais de Educação Física. Foto: Luís Oliveira

Para garantir o acesso e organizar a atividade, os personal trainers deverão apresentar documento oficial com foto, comprovante de pagamento da taxa (se houver) e o registro ativo no Conselho Regional de Educação Física (CREF), sendo vedada a exigência de outras burocracias. Por outro lado, os estabelecimentos serão obrigados a manter um cadastro atualizado desses profissionais e a fixar cartazes informando aos clientes que eles têm o direito de treinar com um profissional de sua confiança sem acréscimos na mensalidade.

Os estabelecimentos que descumprirem as normas estarão sujeitos a penalidades que começam com advertências e podem evoluir para multas que variam de R$ 1 mil a R$ 10 mil. Os valores serão aplicados de acordo com a gravidade da infração, a reincidência e a capacidade financeira da academia. Segundo o autor da proposta, o objetivo não é proibir a cobrança pela estrutura, mas estabelecer critérios proporcionais e razoáveis para equilibrar a relação entre as empresas, os profissionais e os clientes.

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