O aguardado reencontro do Flamengo com a torcida no Maracanã, depois de quase dois meses, não saiu como o esperado. O empate em 1 a 1 com o São Paulo foi um banho de água gelada nos rubro-negros na fria noite de domingo no Rio de Janeiro. A sorte é que, na outra ponta da Dutra, a surpreendente derrota do líder evitou o pior cenário: que o Palmeiras aumentasse a vantagem para 10 pontos.

Apesar de Royal não ser unanimidade na concorrência com Varela, Leonardo Jardim escalou o que tinha de melhor: a volta de Alex Sandro na esquerda e Lorran na ponta, já que não tinha Plata e Luiz Araújo. Mas o time simplesmente não conseguiu jogar no primeiro tempo. Teve o mérito do São Paulo de encaixar a marcação e controlar a posse de bola. Só que a conta precisa ser dividida com a passividade rubro-negra.
Nos 47% do tempo em que teve a bola na etapa inicial, um sonolento Flamengo deu só três finalizações e criou uma única chance de gol em chute de Pulgar no travessão. Agora repare como não era um problema de peças, mas sim de postura. Jardim voltou do intervalo com a mesma escalação, e no segundo tempo o time acordou: foram 10 finalizações e sete boas oportunidades, incluindo o gol de Léo Pereira em cobrança ensaiada de escanteio.

Antes, Vitão e Bruno Henrique haviam perdido duas boas chances de cabeça (O goleiro Rafael salvou com linda defesa a finalização do atacante). E depois do gol, o Flamengo teve quatro oportunidades de matar o jogo: duas com Pedro, uma furada de bicicleta e um calcanhar por cima do travessão; um chute de Arrascaeta defendido; e uma furada de cabeça de Royal. Quando sofreu o gol de Calleri aos 25, na única chegada do São Paulo na etapa, percebeu que ter jogado fora 45 minutos cobrou a conta no fim.
Por falar nesse gol, também é preciso dividir a responsabilidade. Vitão permitiu que Calleri cabeceasse nas suas costas, mas houve um outro erro tão importante quanto. Osorio teve toda a liberdade do mundo para cruzar sem nem sequer ser atrapalhado. Na imagem abaixo, quando o jogador do São Paulo recebeu pela primeira vez a bola, dá para notar que Samuel Lino e Royal bateram cabeça vigiando o mesmo ponta adversário.
