A morte do árbitro de futebol Ruan Rhiler Rodrigues Santos, de 23 anos, voltou ao centro das atenções no Acre. O pastor Carlos Roberto Carneiro Coutinho passou a responder por homicídio doloso após a Justiça receber a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre (MPAC). O acidente aconteceu em 8 de novembro de 2025, na Rodovia AC-10, conhecida como Estrada de Porto Acre, em Rio Branco.

De acordo com a acusação, o motorista conduzia uma caminhonete Toyota SW4 pela contramão quando bateu de frente com a motocicleta pilotada por Ruan. O jovem morreu ainda no local. Para o Ministério Público, o condutor teria assumido o risco de provocar a morte ao continuar trafegando na contramão, mesmo com a aproximação da motocicleta.
A mudança no enquadramento do caso significa que a acusação considera a possibilidade de dolo eventual, quando não há necessariamente a intenção direta de matar, mas o acusado assume o risco de causar a morte. O MPAC pediu que o caso seja submetido ao Tribunal do Júri e também solicitou uma indenização mínima de dez salários mínimos à família da vítima, em caso de condenação.
Ruan era estudante de Direito e atuava na arbitragem do futebol acreano, participando de competições estaduais. Sua morte causou comoção entre familiares, colegas e integrantes da comunidade esportiva. A defesa do pastor contesta a acusação e sustenta que o caso deve ser tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar nem assunção do risco.
O processo segue na Justiça, e a responsabilidade criminal do acusado ainda será analisada. Até uma eventual condenação definitiva, prevalece o princípio da presunção de inocência.