O Mirassol encerrou sua primeira participação na Libertadores com uma eliminação nos pênaltis para a LDU, mas deixou a competição com motivos de sobra para comemorar. Na noite de quinta-feira, em Quito, o time paulista empatou por 0 a 0 no tempo normal e acabou derrotado por 5 a 4 nas cobranças.
Mesmo atuando a cerca de 2,8 mil metros de altitude e com uma equipe formada majoritariamente por reservas, o Mirassol conseguiu controlar boa parte da partida. O time brasileiro foi organizado defensivamente, neutralizou as principais ações da LDU e ainda criou oportunidades para sair de campo com a vitória.
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A equipe comandada por Rafael Guanaes adotou uma formação com três zagueiros e dificultou a criação dos equatorianos. Ao longo do jogo, o Mirassol teve chances com Shaylon, Fernandinho, André Luis e Daniel Borges, mas não conseguiu transformar o domínio em gols.
Nos pênaltis, Victor Luís desperdiçou uma cobrança, enquanto a LDU converteu todas as suas oportunidades e venceu por 5 a 4. O resultado colocou fim à trajetória continental do clube, mas não diminuiu o peso da campanha.
Campanha para ficar na história
Representando uma cidade de aproximadamente 65 mil habitantes, o Mirassol avançou em um grupo que tinha adversários com tradição continental, entre eles a própria LDU e o Lanús. Nas oitavas de final, empatou os dois confrontos contra os equatorianos e terminou a fase eliminatória sem ter ficado atrás no placar.
A atuação em Quito reforçou a imagem de um clube que, mesmo estreante e diante de adversários mais tradicionais, não se intimidou. O Mirassol deixa a Libertadores eliminado, mas com uma campanha que marca um dos capítulos mais importantes de sua história.
Agora, o desafio é levar a confiança adquirida no torneio continental para a sequência da temporada, especialmente no Campeonato Brasileiro.