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Caso Thiago Oseas: Mais dois réus vão a júri popular por morte de jovem jogador de futebol no Acre

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) determinou que mais dois suspeitos envolvidos no assassinato do jovem Thiago Oseas da Silva, de 18 anos, sejam julgados pelo Tribunal do Júri. A decisão de pronúncia, proferida no último dia 9 de julho, foi mantida por unanimidade pela Câmara Criminal, que rejeitou os recursos apresentados pelas defesas dos réus.

Foto: Reprodução

Com a decisão, os acusados responderão perante o júri popular pelos crimes de homicídio qualificado (por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), corrupção de menores e promoção de organização criminosa.

A Justiça considerou que as provas materiais e os indícios de autoria reunidos durante a investigação são suficientes para submetê-los ao julgamento. Anteriormente, outros três envolvidos no crime já haviam sido condenados a cumprir pena em regime fechado.

Vítima foi confundida por causa de foto em celular
O crime ocorreu em 2024 e chocou o estado pela futilidade da motivação. Thiago Oseas era natural de Recife (PE) e havia se mudado recentemente para Rio Branco com o objetivo de negociar sua entrada no futebol acreano, onde defenderia o time do Santa Cruz. Ele não possuía antecedentes criminais e, conforme apontado pelo Ministério Público do Acre (MPAC), não tinha qualquer envolvimento com facções criminosas.

De acordo com as investigações, Thiago foi a uma festa em um bairro da capital acompanhado de um conhecido. O local era dominado pela organização criminosa conhecida como “Bonde dos 13”. Diante de boatos de que membros de um grupo rival (“Comando Vermelho”) estariam no evento, os criminosos invadiram a residência onde os jovens estavam, renderam os presentes e levaram Thiago e outro rapaz para uma rua próxima.

Durante um interrogatório e revista nos celulares, os suspeitos encontraram uma fotografia de Thiago fazendo um gesto em formato de “V” com os dedos — símbolo que os criminosos associaram à facção rival. A imagem foi enviada via WhatsApp para um dos líderes da organização, que determinou a execução imediata do jovem jogador.

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