Mexicano foi afastado de todas as competições da liga mundial de surfe; caso ocorreu no Taiti e também teve repercussão entre patrocinadores do atleta
O surfista mexicano Alan Cleland Jr., de 24 anos, foi suspenso por tempo indeterminado pela World Surf League (WSL) após uma denúncia envolvendo uma adolescente australiana. A decisão foi anunciada pela entidade depois que a organização tomou conhecimento de alegações consideradas extremamente graves, relacionadas a um encontro privado realizado em agosto, no Taiti.

A Comissão Disciplinar da WSL determinou o afastamento provisório do atleta de todas as competições organizadas pela liga. Em comunicado, a entidade informou que abriu procedimentos internos e ofereceu assistência às autoridades competentes. A organização, porém, não divulgou detalhes sobre a conduta denunciada nem identificou oficialmente o surfista em sua nota.
Cleland, que terminou a temporada na 24ª posição do ranking mundial, também passou a enfrentar consequências fora das competições. Segundo informações divulgadas pela imprensa especializada, o mexicano perdeu contratos de patrocínio com as marcas Quiksilver e Monster. Até o momento, o atleta não se pronunciou publicamente sobre a denúncia que motivou a suspensão.
O caso também ganhou repercussão após a surfista alemã Noah Klapp, ex-namorada de Cleland, publicar um relato nas redes sociais em que o acusa de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento dos dois. Segundo ela, os episódios ocorreram quando ainda tinha 17 anos. As declarações são acusações públicas e não devem ser tratadas como fatos judicialmente comprovados.
A suspensão ainda pode impedir a participação do mexicano na etapa de Pipeline, no Havaí, prevista para dezembro, considerada uma das principais disputas do calendário mundial. A permanência do afastamento dependerá dos desdobramentos dos procedimentos conduzidos pela WSL e das informações apuradas pelas autoridades.
A entidade afirmou que não divulgará novos detalhes enquanto os procedimentos estiverem em andamento. O caso segue repercutindo no circuito internacional de surfe e levantando discussões sobre responsabilidade e conduta dos atletas dentro e fora das competições.