Uma declaração de Arman Tsarukyan colocou ainda mais tensão nos bastidores do UFC. O lutador armênio acusou Charles Oliveira, o “Do Bronx”, de ter usado a morte do amigo e companheiro de equipe Allan Nascimento como justificativa para deixar o confronto entre os dois, marcado para o UFC 331.

Allan Nascimento morreu de forma repentina no início de agosto. O atleta fazia parte da equipe de Charles e integrava seu círculo de treinamento. Após a perda, Oliveira interrompeu temporariamente sua preparação para prestar homenagens ao amigo e acabou deixando o compromisso contra Tsarukyan.
Em entrevista ao jornalista Ariel Helwani, o armênio colocou em dúvida a decisão do brasileiro. Na avaliação de Tsarukyan, Charles teria retomado os treinamentos poucos dias depois da morte e, por isso, poderia ter mantido a preparação para o combate.
A fala gerou repercussão justamente pelo momento delicado vivido pela equipe de Charles. O brasileiro teria ficado pouco mais de uma semana afastado dos treinos e retornado após a missa de sétimo dia de Allan, realizada em 10 de agosto.
Charles e Tsarukyan já se enfrentaram no UFC 300, em 2024. Na ocasião, o armênio levou a melhor por decisão dividida dos juízes, em uma luta na qual o brasileiro chegou perto da vitória por finalização em diferentes momentos.
A revanche estava prevista para 19 de setembro, mas a saída de Charles mudou os planos do evento. Para ocupar a vaga, o UFC colocou outro brasileiro no confronto: Maurício Ruffy, atual integrante do top 10 da divisão dos leves.

Com a mudança, Tsarukyan terá pela frente um novo desafio, enquanto Charles deverá definir os próximos passos de sua carreira. O episódio, porém, acrescentou uma nova rivalidade fora do octógono entre os dois lutadores.
A declaração de Tsarukyan também reacendeu a discussão sobre os limites das provocações no MMA, especialmente quando envolvem situações pessoais e momentos de luto.