Ancelotti segue sua rotina de testes, em plena Copa do Mundo. Para a ausência de Raphinha, com estiramento, ele apostará em um time ainda mais ofensivo. O italiano testou os três substitutos. A chance maior é de Luiz Henrique.

O treinador italiano não poderá contar com quem acreditava ser um dos diferenciais do Brasil nesta Copa do Mundo.
Os rumores nos bastidores da CBF apontavam, primeiro, dez dias fora. Agora, já dizem que a recuperação vai levar 14 dias. E ele só estaria pronto para as quartas-de-final, caso o Brasil consiga se classificar.
Mas a chance é real de que não consiga voltar nesta Copa.
A imprensa espanhola sabe o quanto é frágil sua coxa direita. Na temporada passada, ele ficou cerca de cem dias sem poder jogar.

Ancelotti foi para a primeira opção lógica, previsível. Luiz Henrique. O atacante tem características muito parecidas com Raphinha. Canhoto, adora jogar na ponta direita.
Os dribles, as arrancadas, a força física são próximos aos do jogador do Barcelona. Raphinha, sem discussão, tem mais talento.
Repetindo, se houver lógica, o problema está resolvido. A entrada simples de Luiz Henrique.
Mas Ancelotti segue tentando compensar o tempo perdido na preparação da Seleção. Os anos em que o time ficou nas mãos de Fernando Diniz e Dorival Júnior.
E também testa outros dois atacantes na vaga de Raphinha.
E Rayan está na frente de Endrick.
Por um motivo muito simples.
Ele atua desde garoto, está acostumado a jogar pela direita e pelo meio, revezando com um centroavante. Ou um homem mais adiantado, que é Matheus Cunha, aqui na Seleção.
Canhoto, a revelação do Vasco se fixou na direita no Bournemouth. Ancelotti, quando teve de trocar Raphinha, contundido, contra o Haiti, apelou para Rayan.
Ele não foi tão bem.
Daí perder pontos para Luiz Henrique.
Por último, correndo por fora, vem Endrick.
Ao optar por ele, Ancelotti precisa mudar a movimentação toda do ataque. Matheus Cunha passaria a jogar como meia. E o italiano está satisfeito com o representante do Manchester United.
Endrick vem ganhando mais espaço na Seleção, na torcida e na mídia. Ancelotti ainda aposta que ele está imaturo para ganhar um lugar como titular na Seleção.
O certo é que o Brasil atacará a Escócia, porém equilibrado. Com três volantes para deixar os atacantes sem a obrigação de defender: Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá.
A Seleção precisa vencer, e por muitos gols, se puder.
O medo é que o time acabe em segundo no grupo C.
Isso aconteceria se o Brasil vencer, por exemplo, por 1 a 0, e Marrocos vencer por 5 a 0 o Haiti. A primeira colocação ficaria com a seleção africana, pelo saldo de gols.
Na segunda colocação, a Seleção faria seu primeiro jogo eliminatório, em Monterrey, no México.
Daí a importância da escolha correta do substituto de Raphinha.
Neymar?
Só nos minutos finais em Miami…
